domingo, 30 de maio de 2010

Momentos em que o coração sangra...




Esse título foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando eu decidi que precisava escrever...
Eu não tenho com quem conversar, eu não tenho ninguém que eu confie pra poder abrir meu coração e dizer tudo o que estou sentindo, então o blog é só o que me resta.
Vou começar falando de confiança...
Confiança é a coisa mais delicada em um relacionamento, porque é frágil...
Quando se quebra nunca mais volta a ser a mesma.
O que fazer quando se sente traída pela pessoa que você ama?
O que fazer quando você sente que não pode mais confiar nela, que você
precisa medir o que fala porque não sabe o que ela vai fazer com isso,
ou se no mínimo vai respeitar seus sentimentos e não contar pra outras
pessoas?
Dá pra ficar junto sem saber se pode confiar em alguém?
Dá pra recuperar a confiança?
No momento eu me sinto mais sozinha do que nunca, sinto como se eu
não tivesse mais nada...
Como se eu tivesse perdido tudo...
Talvez eu tenha mesmo perdido...

Esses dias parece que tô vivendo numa torre de Babel, que tudo está
prestes a desmoronar o tempo todo a qualquer instante.
Isso me deixa desnorteada, sem saber bem o que fazer...
Eu deveria saber o que fazer, não deveria?
As decisões que devo tomar, os caminhos que devo seguir...
Mas aqui estou eu, me sentindo a criancinha de quatro anos trancada
no escuro, gritando por socorro sem ninguém por perto pra me ouvir,
com medo... com dor...
Me sinto vivendo em um mundo onde num há lugar pra mim, onde eu
não consigo me encaixar.
Esse mundo não é pra mim, essas pessoas não tem onde se encaixarem
onde eu vivo e por mais que eu tente eu não consigo conviver com elas.
Somos tão diferentes, temos pontos de vistas diferentes...
Eu queria não conseguir sentir o que eu sinto em relação às pessoas...
Queria poder olhar pra alguém sem saber como a pessoa é por dentro,
sem sentir pela energia quem é bom e quem não é, porque eu acabo
julgando logo sem dar a cara a tapa e muita gente não aceita isso.
Eu sei que eu estou certa, eu sei que uma hora essas pessoas vão mostrar
que eu estou e vão fazer um estrago, mas eu não tenho mais o que fazer...
Infelizmente as pessoas pagam pra ver, colocando um coração vivo
e pulsante numa bandeja perto de tigres famintos.
Eu queria sumir, queria não precisar passar por tudo isso...
Queria que não me fizessem passar por tudo isso...
Talvez eu deva procurar ajuda, voltar a fazer terapia...
Eu preciso encontrar um caminho seguro, eu preciso parar de caminhar
em direção a esse abismo de mágoas que tá me sufocando.
Talvez eu tenha que me afastar de tudo por um tempo, perdoar, superar...
Recomeçar do zero, de um jeito melhor pra mim e pras pessoas que amo.



"Por mais que eu tente relevar e esquecer os erros, os sonhos sempre acabam
sendo o mesmo pesadelo. De que adianta você me dizer que se importa, se o
que tivemos ficou apenas na memória?"


♫ Only Hope - Mandy Moore.

sábado, 29 de maio de 2010

Broken.




"Você pula, eu pulo. Lembra?"
Será que esse tipo de amor existe, em algum lugar?
Eu desisti de procurar. Talvez não seja o tipo de amor...
...que eu mereça ter.
Não sei. Eu acredito que Deus sempre nos dá aquilo que
merecemos então se eu não tenho um assim é porque
não sou digna...
Nem toda mulher encontra seu Jack, que luta contra
tudo pela amada e dá sua vida por amor.
Acho que eu tenho que parar de sonhar tanto, porque
isso só faz eu me sentir decepcionada e frustrada cada
vez que eu percebo que mais uma vez eu não consegui
o que eu procuro.
Talvez eu nunca consiga...
Talvez esse tipo de amor só exista em filmes...
Talvez eu esteja exigindo muito...
Talvez eu deva parar de sonhar e encontrar algo
de bom na realidade que me cerca...
Eu sempre pensei que amor fosse uma amizade
melhorada... que era encontrar em alguém um
companheiro pra todos os momentos...
Dos momentos normais como sentar e assistir um
filme... aos momentos insanos como correr pelas
ruas numa chuva torrencial, juntos...
Amor é não precisar de palavras pra se entender o
que se quer, só de olhar você já compreende o que
a pessoa precisa...
É sentir alegria com a alegria de quem amamos, é
sangrar de tristeza quando magoamos...
É não precisar de mais nada, de mais ninguém...
É ter seu mundo resumido numa só pessoa...
É estar sempre junto, mesmo distante...
É não precisar de palavras pra definir o que sente,
porque no dia a dia você dá essa certeza...
É saber quando a pessoa precisa de colo só de
olhar pra ela, porque quem ama sente...
Quem ama entende...
Quem ama conhece...
É parar pra pensar no futuro e perceber que não
consegue imaginar uma parte dele sem ela...
É fazer planos pra vida toda, por ter a certeza de
que estarão sempre juntos...
Se amor não é isso, eu não sei o que é amor...


♫ I have nothing - Whitney Houston

terça-feira, 4 de maio de 2010

=/

Eu queria uma vida monótona e feliz, sem complicações, sem dramas.
Uma vida em que as decisões que eu tomo levassem a algum lugar que não fosse cheio de frustrações e desilusões. 
Uma vida em que fatores externos não pudessem afetar o giro do meu mundo. 
Ah, eu estou magoada e tive um dia terrível. 
Não quero mais escrever. 
Ponto final.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nosso dia. ♥





Hoje é um dia importante. Passou tão rápido que eu tenho impressão de que há uma hora atrás eu estava acordando e dando bom dia pro meu lindo, e agora nosso dia já está quase acabando.

Buááá... quero mais!

É nosso aniversário de namoro. Primeiro mês que estamos juntos! Eu me sinto tão, tão, tão feliz.

Parece até que eu nunca namorei antes, mas na verdade é mais ou menos o que eu sinto. Tudo antes dele se tornou tão secundário, que parece que eu tô vivendo tudo pela primeira vez.

Acho que é porque eu nunca tinha amado de verdade, então as coisas se tornam únicas agora que eu sei como é sentir isso. Eu tô aqui escrevendo enquanto falo com meu namorado, o que é meio inconsequente de minha parte, mas é que eu queria compartilhar isso com todo mundo.

Quando foi 23:50 de ontem eu falei pra minha amiga "Daqui há 10 minutos é meu aniversário de um mês de namoro" e ela riu e ficou implicando, principalmente por achar que eu nunca falaria algo do tipo. Acho que sem dúvidas é o relacionamento mais intenso e estável que eu tive até hoje. Eu até tô aprendendo a planejar o futuro e falar de casamento já não me dá mais tanta coceira na pele. Sabia disso, amor?

Aproveitando o momento, eu queria dizer que eu te amo muito! Que eu sou muito feliz por ser seu fardinho, que eu quero entrar nos seus potinhos de 2kg e ser carregada pra sempre. *¬*

Meu Guel, meu bebê, meu implicante, meu lindo, meu tarado, meu gostoso, meu romântico, meu dramático. Meu, tudo meu!

Parabéns pra nós, meu amor.

domingo, 2 de maio de 2010

Solidão: quem pode evitar?




Sempre fico mais expressiva pra escrever quando tô triste, enquanto tenho imensa dificuldade de articular uma frase sensata na hora de conversar com alguém, então acho que é um momento pra se escrever. Fui dormir me sentindo tão só, como se não houvesse ninguém no mundo que me amasse ou pudesse me apoiar naquele momento de solidão desenfreada.
Vi minha mãe chegando de um passeio com as amigas e me arrependi de não ter saído pra comemorar o aniversário do meu primo com ele, mas eu ando tão cansada e introspectiva ultimamente. O que eu faria lá? A verdade é que por mais que eu esteja sozinha, uma parcela de culpa é minha. Eu não posso me forçar a buscar um ânimo que eu não tenho, pra poder fazer o que eu costumava fazer. Acho que minha fase de sair a madrugada inteira e estar sóbria uma vez por semana já passou, mas às vezes eu sinto falta dos meus amigos, das nossas festas improvisadas, da buzina acordando a vizinhança uma hora da manhã, de chegar em casa tão cedo que as pessoas já estavam indo trabalhar e rir com eles da nossa vida perfeita. Parece que foi há tanto tempo, quase em uma outra vida. Lembro do dia que estava um calor de 40º e eu e Mari fomos no supermercado e compramos quatro engradados de cerveja e dois de ice, simplesmente porque estávamos entediadas por estarmos confortáveis no ar condicionado, cantando no videokê, e acabou que ganhamos as ices de graça. O que fizemos? Uma festa, sem meus pais saberem. Foi o máximo! Era uma festa pra cinco e quando fomos ver tinham vinte pessoas, mas eu me diverti pra caramba e os shots de absynto foram a-w-e-s-o-m-e! Mari ficou tão bêbada e insana que ela esqueceu o quanto era apaixonada por meu primo e ficou se jogando em cima do cara que eu ficava, mas sabe que foi engraçado? Eu estava tããão preocupada com isso que passei a noite inteira brigando com um amigo que fumou todos os meus cigarros (eu gostava de ter um maço comigo, porque significava que estava ao meu alcance e eu não fumava porque não queria), enquanto a JD ficava debatendo sobre os malefícios de coorporações como o Mc Donald's, a exploração dos trabalhadores, o preço absurdo pago em cada sanduba e o povo menos nerd se retirou pro quintal. Começou a chover torrencialmente, então eu enjoei de brigar pelos cigarros, de olhar as loucuras da Mari, de fugir dos caras e corri pra rua pra tomar banho de chuva. Foi tão libertador! Eu fiquei encharcada em menos de dez segundos, meu cabelo perfeito foi literalmente por água abaixo, mas eu fiquei tão feliz que quando eu vi aquela coisinha verde muito trôpega andando na minha direção eu fiquei rindo sem parar uns cinco minutos. Resultado: duas loucas correndo na rua de casa debaixo de um temporal; uma delas muito bêbada. Essa foi uma das últimas noites que passei com os meus amigos, depois veio o Carnaval e eu fui mudando, até chegar até aqui.

Nunca me senti tão só, tão incompreendida, tão sem amor... O decorrer dos dias só me fazem perceber que eu não tenho ninguém. Nos momentos em que eu mais preciso de companhia, de colo, de amor, eu sempre estou só. Aí eu deito em minha cama e choro até cair no sono por exaustão, como eu fiz essa madrugada. Às vezes eu acordo me sentindo melhor, outras eu acordo me sentindo ainda pior. Hoje eu estou assim...

Nada mais faz sentido. Eu queria alguém que pudesse estar comigo sempre que eu precisasse, mas eu estou sempre sozinha. Eu sempre tenho que me virar, porque os meus problemas são sempre secundários. Não sobra espaço pra mim. Eu tenho que ficar sendo a madura, a compreensiva, a companheira, a otimista, independente de eu estar morrendo por dentro todos os dias e não tem ninguém ali pra fazer isso por mim! Sou sempre eu...

Será que não dá nunca pra eu ser o mais importante? Por que eu sempre tenho que ser deixada de lado? Eu esperei horas, horas, por um pouco de atenção e por fim eu tive que ir dormir. "Eu sempre vou estar aqui", "Eu nunca vou te deixar", "Não há nada que me importe mais que você", "Eu te amo"... São palavras, só palavras. Na prática é tudo muito diferente. Eu sabia que teria de passar por isso sozinha, eu sabia que todo o papo de que podíamos fazer isso juntos era da boca pra fora. Eu não aguento mais isso. Eu não posso passar por isso de novo.

Aqui estou eu, um ano depois, revivendo o trauma da minha vida...