Escrever as coisas sempre
é mais fácil em minha cabeça. Quando vou passar para o papel é difícil
encontrar uma forma de começar, porque eu sempre tento tornar meus pensamentos
os mais objetivos possível, mas vamos lá. Vamos ver no que vai dar.
Essa não é mais uma
história de amor. Essa é a história de uma menina que se perdeu e se encontrou
muitas vezes ao longo dos últimos anos e de como isso refletiu diretamente em
seu modo de ver a vida e, até mesmo, em sua personalidade.
Tudo começou quando eu me
encontrei, pela primeira vez. Eu estava perdida, em um caos de sentimentos
conflitantes e más escolhas, magoando algumas pessoas com minhas indecisões e,
especialmente a mim, por não saber o que fazer com minha vida, até que ele
apareceu. Miguel. Não posso evitar sorrir quando me lembro disso.
Ele era a paz em meio ao
caos. Apareceu em um momento em que eu não esperava muita coisa da vida e
acabou mudando tudo, inclusive minha maneira de enxergar muitas coisas sobre
relacionamentos. Me fez crescer de tal maneira que, em um momento eu era a
menina confusa e espontânea que fazia escolhas insensatas, e no momento
seguinte, eu era a menina séria e responsável que cuidava de alguém que
precisava de mim.
No começo isso foi
perfeito. A sensação de ter alguém que se abria e confiava em mim, que me deixava
fazer parte da vida dele da forma que eu sempre quis fazer da vida de alguém.
Ele tinha uma vida complicada, cheia de altos e baixos e tinha sofrido perdas
familiares recentemente, estando muito abalado com isso.
A vulnerabilidade, a
sensibilidade, a forma como ele conseguia ser engraçado e demonstrar bom humor
e a forma como eu conseguia me divertir conversando com ele por horas e horas e
nunca parecia o suficiente, só fizeram com que eu me apaixonasse cada dia mais.
Tudo foi perfeito por algum tempo. E eu achando que o homem dos meus sonhos não
existisse.
Com o tempo, isso foi
sendo demais para mim. Ele se apoiava em mim sobre tudo e, mesmo nos momentos
em que eu mais precisava dele, não conseguia dizer. A vida dele já tinha
problemas demais sem eu me tornar mais um, então eu comecei a me anular no
relacionamento. Nosso relacionamento começou a ser unilateral.
Eu não sabia como me
comunicar com ele, então em vez de resolver as coisas eu acabei deixando a
situação entre a gente se tornar uma crise em um relacionamento que era tão
lindo. Acho que na vida precisamos fazer escolhas ruins para aprender a
acertar, porque se eu tivesse a maturidade e a visão que eu tenho agora, eu
teria arrumado uma maneira de fazer com que tudo se acertasse. Tudo seria bom
pros dois e talvez ainda estivéssemos juntos.
Hoje eu sei que eu sou
responsável por uma parte fracassada da nossa relação. Na ocasião do término eu
culpava somente a ele, porque eu me sentia anulada e negligenciada, como se a
culpa disso não fosse minha também. E era, porque eu me esforcei tanto pra ser
o que ele precisava, pra ser o mais perfeita possível e não causar mais
problemas, que eu muitas vezes deixei de mostrar o que eu sentia e quem eu
realmente era.
Eu queria tanto cuidar e
fazer bem a ele, que eu nunca parei pra falar dos meus próprios problemas e
limitações. Eu nunca disse pra ele que eu tinha sintomas graves de depressão
desde os meus 12 anos de idade e que muitas vezes eu passava por crises
intensas nas quais eu tinha que passar todos os segundos do meu dia lutando pra
não me matar.
Também não falei das
minhas fobias em relação às pessoas e do meu déficit de atenção, que torna
impossível eu lembrar determinadas coisas. Eu precisava anotar todos os
detalhes que eu queria lembrar sobre ele, pra ficar relendo e não esquecer de
nada, porque eu sabia que isso era importante. Eu queria conhecer cada parte
dele.
Nos momentos em que eu
tinha crises, era muito difícil parecer estar normal. Às vezes ele percebia que
tinha algo errado, mas na maioria das vezes achava que eu simplesmente estava
séria demais. Era a forma que eu conseguia agir sem demonstrar meu sofrimento,
porque se eu demonstrasse qualquer tipo de emoção, iria desabar. E eu não podia
desabar sem levá-lo comigo.
Conforme nosso
relacionamento foi avançando, com as brigas e os problemas que surgiam, meu
nível de autocontrole ia diminuindo. Aconteceram coisas que me magoaram
absurdamente e, depois de um tempo, elas começaram a parar de cicatrizarem. Eu
comecei a duvidar dos sentimentos dele e me isolei no meu próprio sofrimento,
então eu precisei terminar. Era um momento difícil pra ele, mas minha depressão
estava no auge e eu não tinha mais como fazer bem a ele. Eu não podia mais ser
o que ele precisava, porque eu estava vencida.
Ele me odiou, obviamente.
Me achou insensível e egoísta por abandoná-lo em um momento tão difícil da vida
dele, mas, se eu não tivesse feito isso, ele teria mais uma pessoa por quem
chorar. Eu não estava aguentando mais. Eu precisava me permitir extravasar toda
a minha dor, e não tinha forma de eu fazer isso sem tornar a vida dele pior do
que já estava. Eu sempre sei quando minha vida está por um fio, porque nada que
eu faça consegue tornar as coisas mais suportáveis. Nem minhas automutilações
surtem qualquer efeito sobre mim.
Ele encontrou alguém
pouco depois. Ficou noivo e se apaixonou e deixou bem claro que era feliz como
nunca tinha sido comigo, porque ela era compreensiva, paciente e outras coisas
que ele nunca tinha encontrado em mim. Na época isso doeu, porque eu tinha a
ideia de que ninguém nunca seria como nós dois, e vê-lo me substituir tão
facilmente arrancou o último pedaço de algo bom que tinha restado.
Eu me perguntava todos os
dias como ele podia conseguir chamar outra menina de “minha noiva” ou sequer
dizer que a amava. Como eu ficava nessa história? Como ficava nessa história o
fato de ele sempre ter dito que eu era o amor da vida dele e que ele sempre
seria ligado a mim? E todos os planos que fizemos? Será que a data do casamento
seria a mesma? Será que ele escolheria os mesmos nomes pros filhos?
Esses tipos de pensamentos
me atormentavam todos os dias. Eu me sentia traída e ferida e nada fazia
passar. Além disso, de alguma forma louca, eu conseguia apreciar a felicidade
dele e ficar tranquila por ele ter encontrado paz. Torcia pelo relacionamento
dele, mesmo estando em frangalhos. Ele era importante pra mim e eu não tinha
nada a fazer a respeito disso.
Quanto à minha vida, eu
ainda podia fazer algumas coisas a respeito, então eu arquitetei um plano louco
sobre encontros. Eu sentia falta de determinadas coisas que existiam em um
namoro, mas não da maioria delas, então eu queria só os bônus, por assim dizer.
O plano era o seguinte: eu teria encontros com caras que teriam o potencial pra
se tornarem um namorado, mas esses encontros não poderiam ter qualquer
envolvimento emocional e, eu só poderia ficar com o cara depois do terceiro
encontro.
Era bem óbvio que eu não
teria um terceiro encontro. Eu não estava interessada ou preparada pra correr o
risco de entrar num relacionamento, mesmo que por acaso. Os encontros serviam
pra me distrair e fazer com que eu não me sentisse tão mal com tudo o que
estava acontecendo.
Eu sempre gostei daquele
clima que fica quando estamos conhecendo alguém. Aquele flerte e surpresas
boas, aquela atenção deliberada e aquela dúvida se vai ou não haver um próximo
encontro. Eu tinha encontros toda semana, então eu mantinha minha mente ocupada
com pequenos detalhes dos caras que estavam tentando me conquistar, em vez de
ficar me torturando com pensamentos que me machucavam.
De alguma forma bizarra,
isso dava certo. No sentido amoroso teria sido um fiasco total, mas como não
era o que eu esperava, acabei fazendo muitos amigos. E o fato de eu estar
conhecendo muitas pessoas diferentes, com ideias e atitudes completamente
distintas, fez com que eu me preocupasse mais em entender o comportamento das
pessoas em relacionamentos.
Foi então que eu comecei
a ler livros e mais livros de Psicologia, em especial os que tratavam sobre
distúrbios e comunicação entre homens e mulheres. Pude me entender melhor e,
sem dúvidas, pude entender as outras pessoas de uma forma muito gratificante. Eu
acabei amadurecendo muito com os livros e com as situações que eu passava dia
após dia, especialmente por ter reencontrado alguém do passado no meio disso
tudo.
Eu precisava disso pra
poder enxergar o quanto eu havia mudado e o quanto certas coisas não importavam
mais. Eu precisava enxergar que relacionamentos não dependem só de uma pessoa e
que ninguém aguenta o fardo de ser responsável pelo sucesso ou pelo fracasso de
um sozinho. E, principalmente, eu precisava disso pra entender que determinadas
coisas têm um ponto final brilhando em escarlate, mas precisamos olhar pra
direção certa pra enxerga-lo.
Foi assim que eu descobri
que eu não queria mais ficar resgatando o passado. Eu precisava seguir em
frente e recomeçar minha vida, afinal eu havia mudado tanto que nada que fazia
sentido uns meses atrás teria feito sentido dali pra frente.
O primeiro passo que eu
decidi tomar foi acabar com o meu plano de encontros. Eu reduzi minha lista de
caras potenciais pra ver se eu conseguiria ficar com algum deles, de fato, e
não deu muito certo porque no fim eu não conseguia encontrar um desempate,
então eu acabei me enrolando um pouco.
A quem eu estava querendo
enganar? Eu não queria um namorado. Eu queria uma cópia do relacionamento que
eu julgava ideal, o relacionamento que eu tinha tido, numa versão melhorada. E
eu percebi que o meu comparativo pra encontrar caras ideais era meu ex namorado,
o que não era inteligente porque ninguém é igual a ninguém, por mais que se dê
pra encontrar caras que tenham qualidades e defeitos semelhantes. Mas aí não
daria o mesmo que ficar com a pessoa?
Então eu cansei dos meus
planos e decidi que a melhor coisa pra mim era ficar sozinha. Eu percebi que
relacionamentos não me serviam e que tudo bem assim, porque eu não precisava
ter alguém ao meu lado pra me sentir completa. Eu podia focar meu ideal de
realização em coisas em que eu não dependesse de alguém pra concretizar. Eu poderia ter encontros e conhecer pessoas,
eu poderia me divertir como uma garota jovem normal, mas não precisava traçar
planos como se eu estivesse robotizando cada passo da minha vida. Simplesmente
deixar rolar.
Foi aí que tudo mudou. No
momento em que eu decido parar de traçar planos, deixar o meu passado pra trás
e não me importar tanto com as coisas, sendo mais espontânea e despreocupada,
meu passado volta com tudo em um convite despretensioso de sair pra beber em um
pub qualquer. E, mesmo estando no meio de um encontro, eu aceito ir. Afinal,
não importa que eu esteja acompanhada e já está na hora de transformar um término
mal resolvido, em alguma outra coisa menos estranha.
E, mesmo tomando essa
decisão que não faria muito sentido pra ninguém, ela acabou se tornando a
melhor que eu tive na vida, porque ela me trouxe algo muito bom. E, ironicamente,
do passado. Talvez essa coisa de karma realmente exista. Afinal, que sentido
faria uma pessoa que já me machucou tanto, ser a responsável por me fazer
encontrar alguém que mudaria minha vida?
Vamos dizer que ele caiu
de paraquedas na minha vida, em um momento em que eu estava totalmente
desacreditada no sucesso de relacionamentos e em que eu não esperava e nem
queria ter um, porque meu foco estava totalmente na minha vida acadêmica e
profissional.
Vamos dizer que eu
coloquei TODOS os empecilhos do mundo pra fazê-lo desistir de mim, e que eu
mostrei todos os meus defeitos, todos os meus distúrbios, todos os meus
problemas e toda a minha relutância em confiar e acreditar nas pessoas, porque
eu já havia tido milhões de motivos pra não voltar a fazer isso.
Ele apostou em mim, desde
o começo. Eu lembro que uma das primeiras coisas que ele me disse foi: Eu sei
que você vale a pena e por você eu banco a aposta. Eu nunca entendi muito bem o
porquê, afinal ele mal me conhecia. Por que ele me enxergava dessa forma?
Então foi mais fácil
acreditar que tinha algo errado. Era bom demais pra ser verdade! Ele era
inteligente, interessante, bonito de um jeito óbvio, mas como se não soubesse
que o era, ou não se importasse, e parecia realmente gostar de mim, o que não
fazia o menor sentido. Por que eu? A guria mais problemática do Universo.
Mas de alguma forma, os
meses foram passando e eu tentando encontrar algo errado, buscando qualquer
motivo pra me convencer de que aquilo era má ideia e de que, em algum momento,
eu iria me decepcionar. E ele lutando contra isso. Era como se fôssemos forças
opostas agindo no relacionamento, em vez de irmos mesma direção. Nunca ninguém
tinha lutado por mim assim, então chegou o momento em que eu parei de lutar
contra ele.
O mais impressionante é
que eu não queria que nosso relacionamento fosse igual ao que eu tive. Eu não
queria que ele agisse igual meu ex namorado agia. Eu via as coisas de uma forma
completamente diferente, de uma forma tão única que não seria legal se
parecesse com qualquer outra coisa que eu já tinha vivido. O único problema é
que eu ainda tinha um comparativo que eu não havia conseguido superar: a forma
como eu me sentia quando estava apaixonada.
Eu não me sentia dessa
forma com ele. Eu não me sentia incoerente, impulsiva, com vontade de fazer
coisas loucas e impensadas, ou um desejo ardente de dizer coisas intensas e shakespearianas.
Então, se eu havia sido extremamente apaixonada pelo meu ex e me sentia dessa
forma, o fato de eu não me sentir assim por ele significava que eu não sentia a
mesma coisa, certo?
Isso me deixou
completamente confusa, porque eu ficava tentando descobrir o que eu sentia e
nada do que eu já havia sentido se encaixava. Era tudo tão diferente que muitas
vezes eu cheguei a pensar se tudo não passava de uma linda e verdadeira amizade,
porque eu não sentia determinadas coisas que eu julgava dever sentir.
Então eu percebi que a
minha ideia de padronizar sentimentos estava completamente equivocada, afinal,
se as pessoas são diferentes, é natural que nossos sentimentos por cada uma
delas seja diferente também. O fato de ter me apaixonado duas vezes ao longo da
vida de uma forma semelhante, não invalidava eu me apaixonar de uma forma
completamente diferente, por alguém ímpar.
E aí entrava o maior e
mais poderoso conflito interno que eu já havia tido ao longo do tempo: eu
estava pronta pra seguir em frente, de uma forma irrevogável? Eu seria capaz de
deixar pra trás uma história que eu havia considerado a mais importante da
minha vida? E a resposta é bem simples: não, eu não estava.
Eu cheguei à conclusão de
que tudo o que aconteceu no meu relacionamento anterior, me fez crescer e
amadurecer até chegar ao ponto em que estou agora. Cada escolha, cada briga, cada
tropeço, cada reflexão, tem grande responsabilidade pela pessoa que está
escrevendo esse texto agora.
Eu confesso que muitas
vezes eu pensei em voltar atrás, em correr pros braços do meu ex namorado e
dizer que o amava, e que eu sentia muito por tudo o que havia acontecido de
errado e que deveríamos tentar de novo, agora, mais maduros e conscientes dos
nossos erros no passado. Mas a questão é justamente essa: é passado.
Eu sei que o tipo de
envolvimento que tivemos deixa marcas eternas e que eu sempre vou lembrar com
muito carinho das coisas boas que aconteceram e que as ruins me serviram de
aprendizado pra vida inteira, especialmente a respeito do que não fazer numa
relação. Então, querendo ou não, sempre seremos parte um da vida do outro.
Nesses últimos meses eu
fiquei lutando comigo mesma, querendo saber se estava fazendo a escolha certa
ou não, com medo de chegar em um ponto em que não desse mais pra eu voltar
atrás. Eu tive de perder o que eu achava que sempre teria, mas eu não enxergava
que eu já havia perdido há muito tempo e que já não doía mais. Eu simplesmente
lembrava de um tempo bom com saudades, não com tristeza. Como acontece quando
alguém que amamos morreu há muitos anos e já conseguimos lidar com a fase de
adaptação e chegamos na fase em que estamos bem, mas sentimos saudades.
Pela primeira vez desde
que terminamos, eu tô pronta pra seguir minha vida. Eu não estou assustada ou
com medo de me arrepender, porque eu sei que é a coisa certa a ser feita. Eu
deveria ter feito isso há muito tempo, como ele conseguiu fazer, mas eu não
estava pronta e eu não ia lutar contra mim e apressar as coisas, porque teria
sido um desastre. Quase foi.
Eu sei que dessa vez eu
não estou sozinha. Eu sei que dessa vez eu tenho alguém que vai estar lá pra
mim quando eu precisar de colo e que vai lutar por mim nos momentos em que eu
estiver quase desistindo de mim mesma. Porque depois de tantas teorias, de
tantos conceitos pré-definidos e de tantas ideologias, eu percebi que o amor é
mais simples do que parece.
O amor não é posse, não é
loucura, nem declarações tórridas shakespearianas que fazem com o mundo pareça
não importar. É simplesmente um estado de espírito que faz com que queiramos
cuidar de alguém, querer ver a pessoa feliz, nos preocuparmos de forma
minuciosa com seu bem estar (ao ponto de deixa-la ir embora quando achamos que
não estamos fazendo bem a ela) e, especialmente, quando conhecemos tudo sobre a
pessoa, inclusive o pior dela, e ainda assim ela é perfeita pra gente, porque
cada pequeno detalhe e cada pequena imperfeição é o que faz dela quem ela é.
Ele me aceita por quem eu
sou: toda problemática, distorcida, traumatizada e medrosa. E foi a primeira
pessoa que conseguiu enxergar, em muito tempo, que por baixo dessa postura de
durona e indiferente, existe uma menina muito sensível e que tem medo do mundo,
porque já se decepcionou bastante com ele.
Infelizmente, é
impossível estar em um relacionamento esperando que nunca vamos ser magoados,
porque as pessoas erram. Muitas vezes erram sem perceber. E depois de muitas
lágrimas, o que importa é estar com alguém que mesmo quando te machuca, é pra
quem você quer correr e ganhar um abraço apertado que te mostre que tudo vai
ficar bem, não importa o que aconteça.
É ouvi-lo dizer, no meio de uma
briga que parece o fim de tudo, que vai me beijar mesmo sabendo que vai ganhar
um chute no saco e ter certeza de que ele realmente vai me deixar fazer isso,
se eu quiser, porque ele é louco!
E mesmo louco, a forma
como ele me trata é tão surreal que é o tipo de coisa que todo mundo comenta (e
ele nem sabe!). Ele se preocupa com cada detalhe de tudo. É tão cuidadoso,
gentil e sempre me olha de uma forma que faz parecer que não tem outro lugar no
mundo onde ele gostaria de estar.
Eu não vou mais lutar
contra ele, nem buscar mil motivos que não existem pra tentar sabotar nossa
relação por simples medo de me magoar. Em algum momento eu vou acabar me
magoando, mas ele vai estar ali pra juntar meus pedaços e, com o tempo, tudo
vai ficar bem de novo, porque meu lugar é com ele.
É a minha vez de bancar a
aposta.
♫ The call - 30 seconds to Mars